AMANDA BARONI teve seu primeiro contato com fotografia através do Hip Hop, do qual é participante desde 2007.

Em  2012 formou-se pela Escola Popular de Fotógrafos, do Observatório de Favelas, Complexo da Maré, Rio de Janeiro. Após a formação, começou fotografando inúmeros eventos de cultura urbana, com foco no Hip Hop  e danças urbanas como : Meeting of Favela, BBoy Confronto, no Rio, Master Crews e Bocl Out!, em São Paulo, Batom Battle, em Brasília e outros.

Outras atividades no campo das artes e exposições, envolvem:

Assistência de produção em exposições;

Formação em Design de Exposição no Parque Lage em 2014;

Experiência em impressão Fine Art e montagem de molduras no estúdio Barracão de Imagens;

Monitoria nas exposições RAMOS, Galeria na Casa de Cultura Laura Alvim e Rio Pequim, Duas Avenidas Centenárias, no Centro Cultural dos Correios;

Além disso participou de duas exposições coletivas, com a série fotográfica “B.Woman, B.Girl” no Largo das Artes e no Centro de Artes da Maré;

Atualmente segue produzindo trabalhos autorais como “Elementos da minha natureza”, “Minha imagem e semelhança”, “Baixa Velocidade, Altas Luzes”, “Ensaio Draw”; documenta o movimento de cultura urbana, através de Companhias de Dança, aulas, além de trabalhos comercias como Rock in Rio e ensaios fotográficos.

 

 

 

 

 

 

 

AMANDA BARONI explora a potencialidade criativa das comunidades documentando, em ensaio fotográfico, dançarinos urbanos que têm orgulho de representar seu território. A artista utiliza os elementos da natureza na composição dos cenários fotografados, pois tanto o fogo, como a água, a terra e o ar podem ser solução básica para a vida como agentes da morte. Ao reconstruir seu olhar sobre o próprio território através da fotografia, busca o que há de positivo, assim como novas verdades.

POR ISABEL SANSON PORTELLA

ANNA BELLA GEIGER nasceu no Rio de Janeiro em 1933. Graduada em Línguas Anglo-Germânicas na Faculdade Nacional de Filosofia (UFRJ). Ainda nos anos 50 estudou História da Arte e Sociologia da Arte com Hanna Levy Deinhardt na New York University e na New School for Social Research.

 

Participou da 1ª Exposição Nacional de Arte Abstrata em 1952 no Rio de Janeiro. Em 1962 ganhando, com sua obra abstrata, o Primér Premio Casa de las Americas, Havana, Cuba.

 

Tem exposto regularmente desde então, em exposições individuais e coletivas no Brasil e no Exterior, como em várias Bienais Internacionais de São Paulo, Veneza, Bienalle du Jeune (Paris, 1967),  II Bienal de Liverpool, 5 éme Biennale Internationale de Photographie, (Liège, 2000) e na Trienal Poligráfica de San Juan, 11th International Biennial Exhibition of Prints in Tokyo (1979). Algumas coletivas como Artevida – Arte Política, MAM e Casa França-Brasil (Rio de Janeiro, 2014), América Latina 1960-2013, Fondation Cartier d’Art Contemporaine (Paris, 2013), La Idea de America Latina, CAAC (Sevilha, 2012), Vídeo Vintáge, Centre Pompidou (2012), Europália – A RUA - MUHKA (Antuérpia, 2011), COMO NOS MIRAM, CGAC (2011), Geopoéticas – 8ª Bienal do Mercosul (2011), Elles@Pompidou (Paris, 2009), Cartografias del deseo, Centro de Arte Reina Sofia (2000). Exposição individual PROJECTIONS XXI, MoMA (NY, 1978).

 

Seus trabalhos integram coleções como a do MoMA (Nova York), do Centre Georges Pompidou (Paris), Tate Modern e Victoria and Albert Museum (Londres), Getty Institute (Los Angeles), The FOGG Collection (Boston), Hank Hine – TAMPA Museum, Flórida entre outras.

Publicou, com Fernando Cocchiarale, o livro Abstracionismo geométrico e informal (Funarte, 1987). Ensina no Higher Institute for Fine Arts (HISK), Ghent, Antuérpia e na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV), Rio de Janeiro.

ANNA BELLA GEIGER, escultora, gravadora, pintora e desenhista desde os anos 50, procura sempre formas mais amplas para expandir sua arte.  A partir da década de 1990, emprega novos materiais e produz formas cartográficas vazadas em metal, dentro de caixas de ferro ou gavetas, preenchidas por encáustica. Suas obras situam-se no limite entre pintura, objeto e gravura. A partir de uma gaveta de arquivo de ferro Anna Bella desenvolve uma obra que fala de continentes, do transitório e do variável. As gavetas guardam pensamentos da artista sobre o mundo e suas conexões com a vida sociopolítica brasileira e internacional. Seu interesse pela geografia coincide com uma tomada de posição crítica em relação à arte e sua função como artista seria transformar os significados de território, limite, escala. “Subverter seu sentido descritivo em ideológico” verbaliza Anna Bella.

POR ISABEL SANSON PORTELLA

POR ISABEL SANSON PORTELLA

ANA HORTIDES é artista visual e mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos Contemporâneos das Artes da Universidade Federal Fluminense (UFF), Rio de Janeiro, na qual se Graduou em Produção Cultural.

 

Estudou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV)/RJ.

 

Realiza exposições individuais e coletivas, dentre outras: Pouso de Emergência - Caixa Preta (RJ); Junho de 2013: cinco anos depois -Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica (RJ); 46º Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto (2018) - Casa do Olhar Luiz Sacilotto, Santo André/SP; Flutuantes (2018) - Paço Imperial/RJ; De sangue e ossos (2018) - galeria Matias Brotas (Vitória/ES); Molde: Conversas em torno da escultura e do corpo feminino (2017) - galeria Anita Schwartz/RJ; Há algo aqui (2017) - galeria Recorte/SP; Abraço Coletivo (2017) - espaço Saracura/RJ; Casa de infância (2016) - Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica/RJ; Quinta Mostra (2015) - Escola de Artes Visuais do Parque Lage/RJ; Exposición de Fotografía Estenopeica - Pinhole Alrededor del Mundo (2013) - Museo Presley Norton, Guayaquil/ Equador.

ANA HORTIDES apresenta Cor de Pele, obra que traz 78 pequenos bebês em diferentes cores. A questão racial, a vida e a morte, o íntimo são questões que povoam os trabalhos da artista. Estariam os bebês adormecidos ou mortos? Qual a cor que habita o avesso desses pequenos corpos? Frágeis e vulneráveis eles são a humanidade que independe de cor, de sexo, de nacionalidade. São todos os 78 exatamente iguais, feitos da mesma massa, ocupando o mesmo espaço, recebendo o mesmo sopro de ar. Só a cor externa é diferente, porém nem melhor, nem pior. E estão todos, lado a lado, com semelhanças e diferenças, indivíduos em paz.

POR ISABEL SANSON PORTELLA

HELENA TRINDADE possui Mestrado em Linguagens Visuais, UFRJ; Especialização em Arte e Filosofia, PUC - Rio; Cursos de extensão em Arte e Psicanálise, Prof. Tania Rivera, UFRJ.

Cursos livres na EAV do Parque Lage, Art Students League, New York University e School of Visual Arts NY. Graduação em Arquitetura e Urbanismo, UFRJ

                       

Suas exposições individuais mais recentes, A letra é a traça da letra, foram no Paço Imperial, Rio de Janeiro, e no Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, ambas em 2018.

 

Seu projeto A letra como pré-texto para o jogo poético foi selecionado para o programa de residências artísticas 2019 da FAAP. Ele aborda o espaço urbano como um campo ampliado para a poesia visual.

 

Atua nessa área desde os anos 90 trabalhando com instalações, escultura, gravura, objetos, vídeo, fotografia e performance.

 

Foi convidada a  expor na City University of New York, na Universidade de Coimbra, na University of Hawaii, na Fundação Potuguesa das Comunicações de Lisboa e na École d’Art d’Avignon durante o Ano do Brasil na França.

 

Alguns de seus projetos foram apoiados pela FUNARTE, Oi Futuro Centro de Arte e Tecnologia, Museu da República, Centro de Arte Helio Oiticica, SESC e Centro Cultural São Paulo, entre outras instituições.

 

Participa da plataforma digital Agency of Unrealized Projects da Serpentine Gallery idealizada por Julieta Aranda, Hans Ulrich Obrist, Julia Peyton-Jones e Anton Vidokle, com seu projeto de intervenção urbana IN-OUTDOORS.

HELENA TRINDADE utiliza teclas e hastes de máquinas de escrever para criar estruturas orgânicas articuladas. A série Vírus surge da rearticulação da letra, da movimentação de símbolos à procura de novos significados. Para Helena o vírus é o agente que vai destruir o muro da linguagem que se opõe à fala. A artista aborda o funcionamento da linguagem justamente através da letra. Em detrimento do sentido privilegia a sua materialidade. Cria formas que, como os vírus, penetram, caminham e se propagam.

POR ISABEL SANSON PORTELLA

LAURA GORSKI E RENATA CRUZ trabalham em parceria desde 2015. Receberam, em 2016, o prêmio do 20º Cultura Inglesa Festival para a realização da instalação "Dias úteis", construída a partir da obra da escritora Virgínia Woolf, que também foi apresentada no Sesc São Carlos, onde realizaram oficinas e encontros com o público.

 

Participaram, em 2016, da exposição "Porque somos eles e elas" com curadoria de Josué Mattos na Blau Projects em São Paulo. Em 2017, realizaram junto ao público a obra “Caminhos, para nos fazerem parentes do futuro”, para a exposição “Geografias, nosso lugar é caminho” com curadoria de Bernardo Mosquera no Sesc Santos. A mesma ação foi realizada na feira do Rolo, ainda em Santos, com o público na rua. Em 2017 participaram da residência LABVERDE na Reserva Adolpho Ducke, em Manaus, e retornaram em 2018 para oficinas e roda de conversa no INPA, realização da exposição “Biblioteca do Casarão - mapa aberto à viagem” na biblioteca do Casarão de ideias e nova residência.


Realizaram em 2018 a exposição individual Biblioteca do Casarão - Um mapa aberto à viagem. Casarão de ideias. Manaus - AM. Em 2016, Dias úteis. 20° Cultura Inglesa Festival. Centro Brasileiro Britânico. São Paulo - SP. Dias úteis. Sesc São Carlos. São Carlos - SP. Exposições coletivas: 2019 - LABVERDE. Galeria Z42. Rio de Janeiro – RJ; 2017 - Geografias, nosso lugar é caminho. Sesc Santos. Santos - SP; 2016 - Somos todos Clarice. Galeria do Lago. Rio de Janeiro - RJ. Curadoria Isabel Portela; - Somos elas e eles. Blau Projects. São Paulo - SP. Curadoria Josué Mattos.

 

Em 2015 receberam o Prêmio 20°h Cultura Inglesa Festival. São Paulo. Participaram das seguintes residência artísticas: 2019 - Casa Wabi. Oaxaca - México; 2017 e 2018 - LABVERDE. Reserva Floresta Adolpho Ducke. Manaus - AM; 2015 - Oficina Cultural Oswald de Andrade - Projeto "Em algum Lugar entre a terra e a casa". Alessandra
Duarte, Bel Falleiros, Flavia Milenik Laura Gorski e Renata Cruz.

 

LAURA GORSKI E RENATA CRUZ trabalham com a relação entre o tempo interno e o tempo organizado pelo calendário oficial. A Série Dias Úteis dialoga com o desejo do que não é útil, com a contemplação, com o perder-se e com a certeza da passagem do tempo. Os espaços públicos podem ser privados, as imagens do útil podem ser inúteis e tudo é ao mesmo tempo realidade e construção. O que é o tempo? O que é útil? A dupla de artistas divide o encantamento das diversas possibilidades.

POR ISABEL SANSON PORTELLA

LEANDRA ESPÍRITO SANTO é Doutoranda e mestre em Artes Visuais pela ECA/USP. Graduou-se em Comunicação Social pela UFF/Niterói.

 

Seu trabalho artístico transcorre por diversas mídias, como performance, fotografia, vídeo, escultura, intervenção urbana. Por meio de linguagem cômica e irônica, a artista faz reflexões sobre nossos procedimentos cotidianos, dos mais complexos aos mais comuns, investigando a relação entre a arte e as diversas técnicas e tecnologias, relativizando seus usos e pensando na relação que mantemos com elas em nível de corpo e comportamento. Em 2017, iniciou pesquisa focada nas relações entre identidade, corpo e máquina, série de trabalhos em que pensa a auto representação dentro das redes sociais.

 

Em 2016, foi indicada ao Prêmio Pipa MAM-RJ, tendo sido finalista do Pipa Online. Em 2014, recebeu o Prêmio Estímulo no 42º Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto e ganhou a Chamada Artes Visuais da Secretaria de Cultura de Niterói. Entre suas principais exposições, prêmios e eventos estão: “Instauração”- Sesc Belenzinho (SP, 2017); “Agora somos mais de mil” - EAV Parque Lage (RJ, 2016); “Quando o tempo aperta” – Palácio das Artes (BH, 2016) e Museu Histórico Nacional (RJ, 2016); “Novíssimos” - Galeria Ibeu (RJ); 37° Salão de Artes de Ribeirão Preto (SP, 2013); 2º Prêmio EDP nas Artes (SP, 2010).

 

LEANDRA ESPÍRITO SANTO utiliza o molde de seu próprio rosto, com um leve sorriso, para falar da auto representação. Registro, série que aborda o tema da padronização, do rosto que não identifica, levanta a questão do excesso de selfies que permeia as redes sociais. Comportamentos repetitivos e sempre copiados colaboram para a perda da individualidade. A reprodução em série das feições da artista, em placas de gesso, reforça a impressão de estarmos diante de algo genérico, apenas um rosto sem identidade.

POR ISABEL SANSON PORTELLA

LIVIA FLORES é artista plástica e professora da UFRJ. Participa de mostras no Brasil e no exterior desde a década de 80. Entre as exposições individuais destacam-se as realizadas no Projeto FOZ/Espaço Z42 Arte Contemporânea, Rio de Janeiro, Galeria Progetti, Rio de Janeiro, MAMAM no Pátio, Recife e Centre d’ Art Santa Mònica, Barcelona; entre as mostras coletivas estão Lugares do Delírio, Museu de Arte do Rio, Passagens: Coleção Serralves, Porto, Prêmio Situações Brasília e 26ª Bienal de São Paulo. O livro Livia Flores (coleção ArteBra, Rio de Janeiro: Automatica, 2013) é referência importante sobre seu trabalho. Vive e trabalha no Rio de Janeiro.

 

LIVIA FLORES, na série de pinturas e esculturas Trabalho de Greve, retoma a pesquisa de materiais e processos, assim como a relação com o tempo, com a história e com o trabalho coletivo. Ao utilizar cobertores cinza de feltro recupera a memória do anônimo, daquele que fica oculto e acobertado. São inúmeras as histórias que esses elementos nos contam e muitas delas falam de transformação, de precariedade, de invisibilidade. Cobertores quase sempre aquecem, abrigam e envolvem. A obra de Livia tem como estandarte o ínfimo, a possibilidade de mudanças e retomadas de movimento. 

POR ISABEL SANSON PORTELLA

LYZ PARAYZO foi uma das selecionadas para a residência artística da Fundação Armando Alvares Penteado no primeiro semestre de 2018 e do projeto Pivô Pesquisa no segundo. Uma das finalistas do prêmio EDP.  A primeira artista não binária a ser indicada ao prêmio PIPA (2017). Vive e trabalha entre Rio de Janeiro e São Paulo. É ativista LGBTQ+, manicura, escultora e performer. Graduanda em Teatro pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Formou-se como artista visual na Escola de Artes Visuais (EAV) do Parque Lage (2013-2016). Tem o corpo como principal suporte de trabalho e sua performatividade diária como plataforma de pesquisa. Vem desenvolvendo atualmente esculturas e objetos em prata, gilete e alumínio.  Faz parte das coleções do Museu de Arte Contemporânea (MAC) de Niterói e Museu de Arte do Rio (MAR).

Já participou de mostras e  coletivas nacionais e internacionais dentre as principais: Anuário (Galeria Municipal do Porto, Portugal);  Mulheres no Acervo do MAR ( Museu de Arte do Rio) ; Adorno Político (Maus Hábitos, Portugal) Mostra Verbo ( Galeria Vermelho); Virada Cultural ( SESC Avenida Paulisa);  Histórias da Sexualidade (Museu de Arte de São Paulo) ; Inauguração do SESC 24 de maio; Mostra Performatus 2 ( SESC Santos); 2 gran Bienal Tropical (Porto Rico), Imersões (Casa França-Brasil), Encruzilhada ( Escola de Artes Visuais do Parque Lage), Abre Alas 13 (Galeria A gentil Carioca), A Urgência de Cada Um ( Largo das Artes) e Descamada (Antiga Fábrica da Behring).

 

 

LYZ PARAYZO uma das poucas artistas transgênero presentes em coleções de museus brasileiros, usa o corpo como principal suporte de seu trabalho. Os objetos criados seriam extensões de seu corpo trans e mestiço. Mas qual o lugar de fala desse corpo?  Para Lys a insatisfação sempre foi um fator que impulsionou seu trabalho de pesquisa e construção de sua poética. Ao colecionar e avaliar panfletos de prostituição percebeu espaços para o deboche, a brincadeira. O vídeo da performance apresentado em Passeata vai contextualizar o uso desses panfletos. Os objetos escultóricos, cortantes e de auto defesa, têm relação com o corpo bélico, sempre atento à agressividade e à luta contra o apagamento e silenciamento do corpo.

POR ISABEL SANSON PORTELLA

MARCELA CANTUÁRIA é formada em Pintura na EBA pela UFRJ em 2017. No início da graduação, trabalhou na ONG Projeto jovem Rocinha, participou de diversas mostras coletivas em espaços autônomos de arte, centros culturais, na Bienal do MNBA em 2017. Cerca de 10 pinturas integram a coleção do Sergio Carvalho - DF, além das coleções do Ludwig Danielian – RJ e Clarice Prutsckay – SP. Cedeu os direitos de imagem da série Castelos no Ar para a revista Anglo-brasileira Crise e Crítica, sendo responsável pela capa e o conteúdo imagético. Além das exposições, fez parte do colóquio “Arte e a hipótese comunista” no Departamento de História da PUC RJ, 2017. Em 2018 participou da exposição coletiva Crônicas Urgentes, na galeria Fortes D'aloia e em 2019 da residência Kaaysa art residency, em São Paulo. A artista cria através da pintura um conteúdo que escolheu chamar de anti-amnésico, retratando na sua pesquisa a memória e luta dos povos latinos contra seus exploradores. Busca criar imagens que estabeleçam encontros entre passado-presente e possíveis futuros, trabalhando a composição através de colagens no photoshop. Cantuária também leciona em seu ateliê, abordando questões práticas da pintura contemporânea.

 

 

MARCELA CANTUÁRIA traz para a pintura suas experiências de mundo. O que a impulsiona são as muitas questões que envolvem a liberdade da mulher, a luta contra o patriarcado, contra o anonimato, contra o esquecimento. Para a artista é essencial manter a memória viva, pois idéias não morrem. Para tanto usa em suas telas cores vívidas, como o vermelho, os tons alaranjados. Os episódios históricos, bastante trabalhados por Marcela, são reimaginados a partir da perspectiva das mulheres. Olhar o passado com o propósito de reconstruir, ou construir algo novo e melhor. São essas as bandeiras que a artista ergue na Passeata.

POR ISABEL SANSON PORTELLA

PATRIZIA D'ANGELLLO é formada em Artes Cênicas pela Uni-Rio e em Moda pela Candido Mendes, a partir de 2008, cessou todas as atividades em outras áreas pra se dedicar exclusivamente à arte. Desde então desenvolve uma poética que através de artifícios da narrativa do cotidiano incorpora e comenta a vida em suas grandezas e pequenesas, em seus potenciais de estranhamento e em suas banalidades, espelhando e refletindo aquilo que diz respeito a vida. Transita pela produção de objetos, performance, fotografia, video e mais assiduamente pela pintura. Frequentou a Escola de Artes Visuais no Parque Lage, onde cursou diversos cursos Participa e / ou participou de grupos de estudo com Charles Watson, Ivair Reinaldin, Miltom Machado e Daniela Name.

 

De setembro de 2014 a Março de 2015 esteve no programa de bolsa residência-intercâmbio com a École Nationale Superieure des Beaux Arts de Paris. Participou deexposições coletivas, como: My Way, Casa França Brasil, Rio, janeiro/fevereiro 2019; Futebol Meta Linguagem, Centro de Artes Calouste Gulbenkian, Rio, junho 2018; Poesia do Dia a Dia, Centro Cultural Sergio Porto, Rio, outubro 2017; Mundos ReInventados, Let us just call it abstract, C Galeria, Rio, janeiro a março 2017; Gabinete de Curiosidades, Galeria Oriente, Rio, outubro/novembro 2016; Através do Espelho, Galeria Solar Meninos de Luz, Rio, setembro/novembro 2016; Quero que Você me Aqueça nesse Inverno, Centro Cultural Elefente, Brasília, Junho/Julho 2016; Experiência Nº 5, A MESA, Rio, Março 2016; Attentif Ensemble, Jour et Nuit Culture, Paris, fevereiro 2015; Portage, ENSBA, Paris, dezembro 2014. Foi indicada ao prêmio PIPA em 2012.

 

Realizou as seguintes exposições individuais: Lush, Centro Cultural Municipal Sergio Porto, RJ, setembro/outubro 2018; Assim é se lhe Parece - Casa, Comida e Roupa Lavada, RJ, CCJF, Maio/ Junho 2016; Kitinete, Galeria do Ateliê da Imagem, RJ, Fevereiro/ Abril 2016; No Embalo das Minhas Paixões, Galeria IBEU, setembro/outubro RJ, 2012; Banquete Babilônia, Galeria Amarelonegro Arte Contemporânea, RJ, maio/junho 2011.

 

PATRIZIA D'ANGELLO tem trabalhado desde 2018 o cruzamento da fotografia com os cinco gêneros existentes da pintura: retrato, autorretrato, natureza-morta, paisagem e nu. Porém, em algumas obras é possível encontrar a interseção destes gêneros, com as quais a artista nos revela que esta formalidade pode ser subvertida. A sua preferência pela pintura a óleo, pastel seco e aquarela se dá pela possibilidade de manuseio e alterações durante o período em que está elaborando imagens com irônico realismo, a partir de referências de seus registros fotográficos ou apropriados de terceiros. Cenas corriqueiras adquirem uma determinada sofisticação com o olhar protagonista da artista, que aponta para os detalhes banais de algum canto de sua residência ou até mesmo as sobras de um prato de comida em uma churrascaria.

POR ISABEL SANSON PORTELLA

ROBERTA CARVALHO é formada em artes visuais pela Universidade Federal do Pará (UFPA) é atualmente Mestranda em Artes da UNESP (PPGARTES). Desenvolve trabalhos no trânsito entre a imagem, a intervenção urbana, a video-projeção e a videoarte.

Seus trabalhos trazem a inserção da imagem digital fotográfica ou em vídeo para o espaço público da cidade e outras paisagens não urbanas. Seja em copas de árvores, seja em edificações históricas, buscando sempre uma relação com o espaço onde a imagem se insere. Muitas das imagens construídas e projetadas são de personagens comuns e muitas vezes às margens da sociedade refletindo uma relação simbólica com o entorno onde a ação artística acontece, suscitando questões identitárias e sociais, como em Symbiosis (2007 - ), onde faces de ribeirinhos amazônicos são projetadas em áreas verdes nestas próprias comunidades.

Foi vencedora de diversos prêmios, entre eles, o Prêmio FUNARTE Mulheres nas Artes Visuais (2014), Prêmio Diário Contemporâneo (2011) e Prêmio FUNARTE Microprojetos da Amazônia Legal (2010). Foi bolsista de pesquisa e criação artística do Instituto de Artes do Pará (2006 e 2015).

Dentre as exposições, mostras e festivais que participou, destacam-se: Amazon Connection, Brulexas-Bélgica, 2018, Arte Pará 2017, Periscópio – Zipper Galeria (São Paulo, 2016), 7ª Mostra SP de Fotografia (São Paulo, 2016), Visualismo – Arte, Tecnologia, Cidade (Rio de Janeiro, 2015), SP ARTE/FOTO (2014), Grande Área Funarte (São Paulo 2014), Pigments (Martinica, 2013), Festival Paraty em Foco (Paraty, 2012), Tierra Prometida (Barcelona, 2012), e Vivo Art.Mov (Belém, 2011). É idealizadora do Festival Amazônia Mapping, iniciado em 2013. Suas obras integram os acervos do Museu de Arte Contemporânea Casa das 11 Janelas (PA) e Museu da Universidade Federal do Pará.

 

ROBERTA CARVALHO apresenta o trabalho de vídeo mapping e uma instalação composta por imagem fotográfica e outro elemento, no caso uma garrafa. A obra da artista traz referencias regionais do norte do país onde desenvolve atualmente sua produção. Fotografias, figura feminina, água de rio, florestas são elementos empregados na linha de trabalho que Roberta vem desenvolvendo. Do dialogo entre esses elementos surge uma obra de grande impacto e beleza.

POR ISABEL SANSON PORTELLA

SANI GUERRA é licenciada em Artes Visuais, frequentou cursos livres na EAV e Desenho Industrial da Faculdade da Cidade/RJ. Principais individuais: “Superfícies”, Sesc Nova Friburgo/RJ 2010 e “Memória e Impermanência” na Galeria do Lago, Museu da República, CIGA/RJ 2016. Em 2008 iniciou o Projeto Construção, premiado em 2009 pela Funarte. Principais coletivas: “Desver a Arte” na Galeria Emmathomas/SP 2018; Novíssimos 2018, Galeria Ibeu/RJ; ArtRio 2018, Stand da Galeria Emmathomas; em 2017 participou do 23o Salão Anapolino de Arte/GO e 45o Salão Luiz Sacilloto em Santo André/SP. Venceu o Concurso Garimpo da Revista Dasartes Brasil em 2013.


Em março de 2018 começou uma residência artística de sete meses na cidade do Rio de Janeiro, explorando espaços que abrigam parte da Mata Atlântica, tais como a Escola de Artes Visuais do Parque Lage, a Colônia Juliano Moreira onde funciona o Museu de Arte Contemporânea Arthur Bispo do Rosário e o Campus da Fiocruz Mata Atlântica, entre outros espaços públicos que se relacionam com a mata. Partindo dessa pesquisa, seu material histórico e o seu entorno, iniciou uma série de pinturas que vem desenvolvendo. Cinco telas dessa série foram expostas na ArtRio 2018 no stand da Galeria Emmathomas com curadoria de Ricardo Resende.


A impossibilidade de assegurar signos fáceis torna a produção dessa artista instigante e plena. Apesar de percorrer diversos meios artísticos, Sani Guerra se dedica atualmente à pintura. E, através dela, entrevemos o universo fragmentado de pigmentos e memórias.

 

SANI GUERRA explora espaços públicos que abrigam a Mata Atlântica, pesquisando material histórico e seu entorno. A partir desses estudos, a artista desenvolveu uma série de pinturas com esse tema. Suas telas são repletas de referências às espécies nativas. Nas telas expostas em Passeata, Sani registra intervenções feitas com tecidos na Mata do Parque Lage.  São como vestígios humanos entre a vegetação, uma cor entre tantos tons de verde.

POR ISABEL SANSON PORTELLA

URSULA TAUTZ desenvolve sua pesquisa a partir de proposições multimídia; instalações, fotografias, desenhos, vídeos, objetos.

Cursou a ESPM, além de ter frequentado oficinas da “School of Visual Arts /NY”, e a partir de 2005 a Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Participou Da Siart Bienal 2018 - Bienal Internacional de Arte da Bolívia em La Paz, e de várias exposições coletivas, como “Monumental Arte na Marina da Glória” (RJ, 2016); “Intervenções Urbanas Bradesco ArtRio 2015”. Além das individuais “Frestas por onde Muros escoam” (2017) reinaugurando o Jardim da Reitoria da Universidade Federal Fluminense/RJ; “Lugar familiar” (Zipper Galeria/SP, 2016) e “Fluidostática” na Galeria do Lago - Museu da República (RJ,  2015). Foi  selecionada para o “Programa Olheiro da Arte” (2010) e finalista do Prêmio Mercosul das Artes Visuais Fundação Nacional de Arte  – FUNARTE (2016). Suas obras integram o acervo do MAR.

A artista apresentará a individual O SOM DO TEMPO no Paço Imperial do Rio de Janeiro.

 

URSULA TAUTZ apresenta Universo-Ilha, móvel objeto composto de redoma com círculos de radica no interior. O corte da raiz da árvore – radica - traz em si uma cartografia própria formada por camadas de tempo, memória, história. Os círculos são como lugares imaginados, santificados, protegidos nas redomas. A obra faz referencia a vários lugares que se sobrepõem na memória, que contam histórias e trazem lembranças tão preciosas que devem ser guardadas em redomas. Ursula trabalha com a afetividade, a imaginação e memória e suas obras têm a nostalgia do passado.

POR ISABEL SANSON PORTELLA

 
 
 

FERNANDA SATTAMINI é artista visual, vive e trabalha no Rio de Janeiro. 

 

Sua produção explora processos experimentais e alternativos, transitando entre fotografia, gravura e objetos. Tomando como ponto de partida imagens apropriadas e suas próprias fotografias, a pesquisa que desenvolve aborda questões acerca da memória, intimidade e afetos.

 

Graduada em Publicidade e Marketing pela PUC-Rio.

Completou seus estudos na Escola de Artes Visuais do Parque Lage e Ateliê da Imagem, ambos no Rio de Janeiro.

FERNANDA SATTAMINI explora processos experimentais e alternativos e a pesquisa que desenvolve aborda questões acerca da memória, intimidade, afetos e controle. Na série Das marés e correntezas o linho desfiado confere um movimento delicado às obras, lembrando o ir e vir das marés, algo que escapa ou que brota de duas metades. É a intimidade do tecido, suas entranhas, sua matéria revelada. Como um segredo, como um afeto.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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