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Esta exposição marca um terceiro ato, até então existente apenas no campo imaginário de reflexão de um estado de esperança em uma possível distensão do tempo presente, para sinalizar o momento em que desejamos: antecipar o futuro.

Neste lugar de expectativa e com a finalização desta tríplice temporal – “É tudo nevoeiro codificado”, “Estamos aqui” e “Antecipar o futuro” – habitamos um presente-futuro em que seja possível criar rupturas, compartilhar sonhos e reconhecer-se com e no outro.

Os trabalhos que habitam esta exposição tensionam a intangibilidade do futuro, a hierarquização sócio-virtual, a fragmentação e ativação da memória, o risco da permanência dos corpos na sociedade e as estratégias de reexistir no presente. 

 

A construção da exposição em atos simboliza um rito de passagem que atravessamos, não seguindo uma ordem cronológica linear, mas, sim um prolongamento da temporalidade onde o presente está conectado ao passado e ao futuro, e a um estado de potência, no sentido de se permitir ser afetado e afetar o outro. Esses atos podem ser lidos como um contínuo de intensidades que permitam criar cartografias de desejos, uma linha de fuga, a invenção de novas possibilidades de vida. 

 

 

Érika Nascimento

#navitrine - Virgínia Di Lauro

Em Suspensão | 2020

Instalação

Fotos: Fernando Souza

Em Suspensão

Virgínia Di Lauro constrói uma paisagem “Em Suspensão” emaranhada de rasuras, tramas, nervuras e palavras, altera a ordem das coisas, insiste em existir e reexistir desmembrando textos e reconstruindo novas possibilidades de se encantar no mundo. Frases precisamente selecionadas como “Descortinar perspectivas”, “Os ventos fortes... de susto e prazer”, “Ao fundo das transformações” saltam de uma paisagem visceral. 

Nesta trama de fissuras em um presente bruscamente interrompido, corações únicos feitos de argila pelo amassar das mãos da artista são ligados ao teto por fios de lã vermelha. Essas formas estranhas de corações cabem na mão bem fechada, suspensos diante de um tempo fragmentado e não linear. 

O lugar que a artista nos coloca diante da segunda ativação da vitrine no Ato 3 da exposição “Como habitar o presente?” é o de abrir espaço para transmutar, criar fendas e transformar-se a partir delas, sendo possível estar suspenso e com os corpos fincados por linhas ao mesmo tempo, inclusive o próprio corpo da artista que se faz presente através de fotografias pintadas e costuradas, criando conexões, onde um corpo se conecta por fios, dando força e sentido a outros corpos. 

Érika Nascimento

#navitrine - Fé

Pedro Carneiro

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